Porto, 21 de Janeiro de 2012
Querido blog,
No passado dia 12 de Janeiro, tomei uma decisão: “vou deixar de fumar“. Já o tinha tentado anteriormente, mas a verdade, é que não tinha a força de vontade suficiente para largar este vício. “Eu gosto de fumar“, argumentava. Mas no dia 12 foi diferente. Enquanto calmamente me dirigi à varanda para fumar, reparei que já só me restava um cigarro e pensei “quem me dera que este fosse o último da minha vida“. E porquê? No espaço de três dias, comprei três maços de tabaco, o que, sem dúvida, é um exagero, principalmente no bolso. Fazendo as contas, em três dias gastei a módica quantia de 10,50€ – a marca que fumava custava 3,50€. No entanto, não foi só por esta razão que decidi largar o tabaco, mas também por questões de saúde, como é óbvio. Com apenas 21 anos, já tinha catarro, algo que frequentemente associamos a pessoas mais idosas. E não só. Também sentia menos resistência física. O acto de subir uma rampa deixava-me extremamente cansado, o que além de frustrante, era vergonhoso, tendo em conta a minha tenra idade. Fumar já não fazia sentido. Talvez há quatro anos atrás fizesse. Lembro-me bem porque comecei a fumar… Queria sentir-me integrado, estar na moda, experenciar o que as outras pessoas viviam, enfim. Os primeiros contactos com o tabaco foram caricatos, no sentido em que me sentia anestesiado, mais leve, mas também mais tonto. As gargalhadas eram inevitáveis, assim como a vontade de repetir aquela experiência. Os dias passaram e aquilo que era uma alegre experiência, rapidamente se transformou num vício impiedoso. Criaram-se rotinas: fumar ao acordar, após as refeições e na presença de amigos. Todos os momentos eram pretexto para “puxar um cigarro“. As mãos sem um cigarro? Que estranho! O que fazer com elas? Às tantas o vício também se entranhava nas mãos. É triste chegar a esta condição e esquecermo-nos que um dia já fomos saudáveis e sabíamos exactamente como agir mas, acima de tudo, como divertir-nos. Quero retroceder e voltar a este tempo. Hoje, é o 9º dia sem fumar, estou contente, mas confesso que é muito difícil. Não pensei que o fosse tanto. É realmente preciso ter uma força de vontade enorme. No entanto, já se fazem sentir algumas consequências… Por exemplo, tenho mais apetite, o que é óptimo, visto que preciso de engordar uns quilinhos; respiro melhor; saboreio melhor os alimentos e o cheiro a tabaco já me faz alguma confusão. No entanto, não evito esta última condição, pois tenho de me testar. Quero que 2012 fique marcado por um estilo de vida saudável.
Abraços do,
Fábio Soares